A quinta e última entrevista do meu projeto Empreendimentos Veganos de Sucesso será com a notável Padoca Vegan. Inaugurada em 2017, ela oferece uma enorme variedade de sanduíches, doces e quitutes veganos de padaria tipicamente paulistanos. A qualidade da comida é excepcional e sempre atraiu um grande público, inclusive de não-veganos.


Além disso, a padoca também produz diversos pratos quentes sem nada de origem animal, com um menu que varia todos os dias. O empreendimento é um paraíso não apenas para veganos, mas para qualquer pessoa que decida se aventurar por essa culinária deliciosa e sem nenhuma crueldade animal envolvida.

Dito isso, vamos conferir a entrevista abaixo com as duas sócias da Padoca Vegan, na qual elas revelam detalhes sobre o processo de criação da padaria, suas maiores dificuldades e como conseguiram alcançar sucesso.


Qual é o seu nome completo, idade, cidade de origem, formação? Conte-nos mais sobre você.


Nós somos a Renata Altheman Camargo Santos e a Denise Camargo Consolmagno, sócias da Padoca Vegan. Nós nos conhecemos na época de escola em Cotia, pois estudávamos juntas. Ambas nascemos em São Paulo-SP, mas nossas famílias moram em Cotia. A Denise tem 34 anos e é formada em nutrição, e eu (Renata) tenho 35 anos e sou formada em História e Relações Internacionais.

Eu cuido da parte de marketing e administrativa do negócio, já a Denise cuida da cozinha, em especial da produção dos pães. Qual é a sua relação com o veganismo e porque decidiu empreender nesse setor?


Eu me tornei vegetariana com apenas 15 anos de idade e transicionei para o veganismo em meados de 2015. Já a Denise foi vegetariana por um tempo e acabou desistindo, mas se empolgou com a ideia da Padoca Vegan e aderiu ao veganismo.

Como sua empresa começou? Você pensou sobre isso por muito tempo antes de realmente começar o negócio? Fez planejamento? Conte-nos sobre seus primeiros passos.

A Padoca Vegan faz, na verdade, parte do hostel que também administramos, que se chama Hostel Alice (em homenagem à avó da Denise, que morava na casa). A Denise abriu o local em 2011 e depois me chamou para tocar o negócio com ela.

Denise e Renata, criadoras da Padoca Vegan

Conforme o tempo foi passando, eu acabei trazendo vários clientes vegetarianos e veganos ao hostel, então percebemos que tinha bastante demanda para comida nessa linha. Além disso, como nosso café da manhã era feito por voluntários que trocavam suas habilidades por estadia, sua qualidade variava muito.


Até que um dia resolvemos realizar um evento de uma semana com comidas de padaria veganas, e fez muito mais sucesso do que imaginávamos. Como também gostávamos muito de cozinhar, decidimos criar a Padoca Vegan em 2017, inicialmente aberta somente aos fins de semana. Assim, tivemos a chance de reformar a cozinha, investir em equipamentos e testar mais receitas, até que pudemos abrir durante a semana também.

Os seus pais, parentes ou amigos próximos eram empreendedores? De que forma?


Na família da Denise, não havia ninguém que já empreendesse. Já o meu pai começou uma empresa do zero de engenharia, além de já ter aberto diversas outras empresas durante a sua vida.

A outra avó da Denise (italiana) também nos auxiliou bastante para aperfeiçoar as nossas receitas de pão, pois ela era expert nisso.

Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou para criar o seu negócio?


A maior dificuldade foi encontrar mão de obra especializada, especialmente na área de panificação – pois muitos candidatos não tinham abertura para produzir alimentos estritamente veganos.

Além disso, tivemos que criar todas as receitas do zero, pois não tínhamos base para criar os produtos – nada era vegano ou tinha garantia de ser vegano na época em que abrimos. Hoje em dia isso já mudou e nós até revendemos alguns produtos no nosso empório.

Em particular, você tinha alguma experiência em vendas ou marketing? Quão importante foi essa experiência ou a falta dela na criação da sua empresa?


Nós não tínhamos conhecimento prévio de marketing, tivemos que aprender tudo sozinhas.

Contamos com o alcance orgânico das redes sociais e com a indicação boca a boca dos nossos clientes, especialmente nas proximidades da nossa padoca.

Como o seu empreendimento foi afetado pelo COVID-19?

Primeiramente tivemos que fechar o nosso espaço físico devido às normas de saúde. Nós trabalhávamos com a casa principal, na qual estava localizada o hostel, e uma casa ao lado, que servia para o estoque e produção de alimentos. Infelizmente, o proprietário dessa outra casa solicitou o local de volta e ficamos com muito menos espaço para os nossos equipamentos.


Além disso, o hostel continua fechado, já que o setor de turismo está muito ruim – ainda não sabemos quando ele vai reabrir.


Nós também não trabalhávamos com delivery, que correspondia somente a 5% do nosso faturamento, mas fomos obrigadas a aprender como oferecer esse serviço. Com essa mudança, tivemos que alterar o nosso cardápio para se adaptar ao tempo mais longo de entrega, sem incorrência de ônus para os nossos clientes.


Fora isso, também estamos focando na revenda de produtos e na venda de pães para outras empresas.

Olhando para trás, quais você acha que foram os conceitos, habilidades, atitudes e know-how mais críticos que você necessitou para conduzir a sua empresa?


Foi muito importante ouvir o público e aprender muito com os feedbacks que recebemos. Nunca se sabe o que vai vender bem, mesmo quando você aposta muito em um novo produto. Por isso é necessário entender quem é o seu cliente.


Adicionalmente, não queríamos vender só para veganos, mas também para simpatizantes. Dessa forma, podemos mostrar a quantidade de produtos veganos saborosos e de alta qualidade disponíveis no mercado.

O que lhe dá mais prazer no processo de empreender?


Receber o feedback positivo dos clientes, o que mostra que estão gostando do que fazemos. Esses dias uma cliente nossa escreveu de Salvador, para avisar que tinha aberto uma padaria vegana em sua cidade inspirada na nossa padoca. Esse tipo de retorno é muito gratificante.


Como você enxerga o mercado vegano se desenvolver no futuro?

Os empreendimentos veganos não se enxergam como concorrência, mas como aliados da causa para promover o que acham correto.

A tendência desse mercado é crescer muito, pois as pessoas estão se conscientizando e as opções estão crescendo exponencialmente. Várias pesquisas indicam que o mercado vegano cresce 40% ao ano mesmo em tempos de crise.


Por último, qual a sua dica para quem quer ser um empreendedor de sucesso?


Escutar muito bem os feedbacks dos clientes - como o mercado vegano é relativamente novo, não tem receita pronta. Precisamos sempre ouvir as pessoas.

Caso queira saber mais sobre a Padoca Vegan, confira os dados de contato abaixo:

Facebook: Padoca Vegan

Instagram: @padocavegan


Por Julia P.D.

Para a nossa quarta semana do projeto Empreendimentos Veganos de Sucesso, temos uma entrevista com a incrível Panoplano, empresa que produz lindas bolsas e acessórios sem materiais de origem animal desde 2015. Além de se tratar de uma produção local e artesanal, as peças contam com tecidos eco pet ou impermeáveis, de forma a promover o consumo consciente e a utilização de matéria-prima nacional.


Os produtos da empresa são conhecidos por sua alta qualidade e base em princípios éticos e sustentáveis, o que é muito valorizado pelos clientes. A marca também oferece mochilas e bolsas nos mais variados estilos e estampas, atendendo aos mais diversos gostos do público.

Dito isto, prossigamos para a entrevista a seguir com informações valiosas sobre o processo de criação da Panoplano, as dificuldades que a criadora encontrou no caminho e lições importantes para quem quer empreender. Boa leitura!


Qual é o seu nome completo, idade, cidade de origem, formação? Conte-nos mais sobre você.

Meu nome é Renata Cukauskas, tenho 42 anos e sou originalmente de São Paulo – SP. Sou técnica em Artes Gráficas pela Senai e Graduada em Design na Universidade Anhembi Morumbi. Além disso, me certifiquei no Curso de Ourivesaria na FAAP e sou costureira (sem formação - fiz cinco aulas no Rainhas da Costura para aprender a usar a máquina, e o restante aprendi sozinha).

Os seus pais, parentes ou amigos próximos eram empreendedores? De que forma?

Meu irmão possui uma empresa de Compostagem Residencial e Fertilizantes, mas o restante dos meus amigos e familiares não são empreendedores.

Qual era a sua experiência anterior no trabalho? Ela foi útil? Qual experiência particular foi especialmente importante?

Renata Cukauskas, criadora da Panoplano

Trabalhei como funcionária durante 20 anos (comecei a trabalhar cedo, aos 17 anos) na área gráfica editorial e promocional como produtora gráfica, CLTista. Em particular, o que foi mais útil para criar o meu empreendimento foi minha experiência com atendimento ao cliente, no desenvolvimento de produtos e o aproveitamento de materiais.

Qual é a sua relação com o veganismo e porque decidiu empreender nesse setor?

Eu sou vegetariana e também vejo o setor de produtos veganos como potencialmente em crescimento (que bom! ;-))

Como sua empresa começou? Você pensou sobre isso por muito tempo antes de realmente começar o negócio? Fez planejamento? Conte-nos sobre seus primeiros passos.

A ideia da empresa veio à tona quando estávamos viajando e sentimos falta de uma mochila resistente e com tudo o que precisávamos. Então pensamos: se não achamos uma do jeito que queremos, vamos produzir nós mesmos! Outra questão é que as mochilas que achamos para comprar tinham qualidade ruim e eram vendidas somente no mercado de fast fashion, ou eram caras demais.

Após 20 anos na comodidade de um emprego CLTista (e sem muito prazer no trabalho) decidi que era o momento, finalmente, de ser feliz e fazer algo que me trouxesse mais satisfação. A área gráfica também estava em declínio e era a hora! Porém, o que fazer? A joalheria era um hobby que poderia se transformar em negócio, porém não achei que seria um nicho muito rentável. Então, durante um ano sabático, viajei, pensei muito, estudei várias coisas relacionadas a artes manuais (que é minha paixão) e cheguei na costura.

Algumas pessoas achavam que eu estava indo para fora da caixinha e que eu deveria voltar ao meu antigo ramo, porém eu estava decidida a mudar totalmente de vida e colocar meu lado criativo para fora, do meu modo e para mim. Minha família e meu companheiro, principalmente, me apoiaram muito e me deram forças para seguir com a ideia.

Tive ajuda do meu companheiro em alguns processos, mas a maioria tive que aprender e realizar sozinha.

Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou para criar o seu negócio?

A maior dificuldade foi descobrir onde vender os meus produtos. No começo, usei um marketplace de artesanato, mas vi que não era meu nicho. Depois comecei a participar de feiras, mas são muito cansativas e nem todas geram um retorno bacana.


Além disso, eu também não tinha muita noção de estoque. Quando a marca começou a crescer, eu não dava conta de produzir tudo sozinha, então tive dificuldades em achar um fornecedor bom e comprometido.

Você tinha alguma experiência em vendas ou marketing em particular? Quão importante foi essa experiência ou a falta dela na criação da sua empresa?

Eu tinha experiência em vendas, mas não em marketing. Isso envolve muito estudo e ainda estou aprendendo. Acredito ser a parte mais difícil de um negócio.

Como foi o processo de adquirir clientes? Quais principais ferramentas de marketing você utilizou?

Os amigos que compravam e indicavam foram muito importantes. Além disso, tive um bom retorno com as vendas no marketplace no início e depois com o marketing digital, incluindo o uso de Facebook Ads.

Do seu ponto de vista, quais são os pontos fortes e fracos do seu negócio?

Entre os pontos fortes estão o fato de ser um produto durável, com garantia, produzido localmente e vegano. Os pontos fracos são saber o quanto produzir para estoque, a sazonalidade e a constante mudança nas ferramentas de marketing digital, tenho que estudar muito e a todo momento.

O que lhe dá mais prazer no processo de empreender?


Criar e ver o retorno positivo dos clientes. Saber que estamos fazendo o possível para criar um mundo mais sustentável. É um trabalho de formiguinha, mas que, unida a outras marcas, faz uma grande diferença.

Como você enxerga o mercado vegano se desenvolver no futuro?


Isso é só o começo. O veganismo vem com tudo.

Por último, qual a sua dica para quem quer ser um empreendedor de sucesso?


Não desanime, persista. Não se compare com outras marcas. Estude e pesquise muito. Não desista, é uma satisfação enorme empreender naquilo em que se acredita.


Caso queira saber mais sobre a Panoplano, confira as informações de contato a seguir:


www.panoplano.com.br

Facebook: Panoplano Instagram: @panoplano


Por Julia P.D,

Para a terceira etapa do projeto Empreendimentos Veganos de Sucesso, temos uma entrevista realizada com a criadora da BrownieriaV, pequena empresa vegana que produz brownies incríveis de dar água na boca. Oficialmente criada em 2019, apesar do histórico de sucesso prévio durante anos, a doceria nasceu de uma paixão da idealizadora por fazer doces e a vontade de mostrar como alimentos veganos podem ser absolutamente deliciosos.


O chocolate e os recheios da BrownieriaV são de uma qualidade inacreditável, difíceis de não viciar. Além disso, existem brownies adaptados para todas as datas comemorativas: em formato de bolo para aniversários, de ovo para a páscoa, de coração para o dia dos namorados, etc. Não preciso nem dizer que já experimentei ele em todas as versões, não é?

Além de tudo, o microempreendimento aposta somente em embalagens naturais e compostáveis, pois faz questão de estar em consonância com os valores pregados por seus produtos.


Agora confiram na entrevista a seguir detalhes intrigantes sobre o processo de criação da BrownieriaV, as maiores dificuldades no processo e lições valiosas para quem pensa em empreender. Boa leitura!

1. Qual é o seu nome completo, idade, cidade de origem, formação? Conte-nos mais sobre você.


Meu nome é Fernanda Accorsi, tenho 34 anos e sou de Santo André – SP. Me formei originalmente em Publicidade e Propaganda, mas sou professora de inglês há 15 anos e administro a BrownieriaV. Em uma época, fui morar nos EUA e voltei a dar aulas particulares de inglês quando retornei ao Brasil, administrando o meu próprio negócio desde 2016.

Eu consigo dividir a minha rotina em escalas, graças à flexibilidade de ser uma professora independente.

2. Os seus pais, parentes ou amigos próximos eram empreendedores? De que forma?

O meu pai sempre foi um músico autônomo e a minha tia costumava fazer doces para amigos e familiares, então acabei me inspirando nisso.

3. Qual é a sua relação com o veganismo e porque decidiu empreender nesse setor?


Eu me tornei ovolactovegetariana em meados de 2012 e vegana em 2016, então já fazia parte da causa. No começo, eu produzia cupcakes e brownies vegetarianos, com utilização de ovos e manteiga, mas depois adaptei minha receita para a versão vegana.

4. Como sua empresa começou? Você pensou sobre isso por muito tempo antes de realmente começar o negócio? Fez planejamento? Conte-nos sobre seus primeiros passos.

Fernanda Accorsi, criadora da BrownieriaV

A ideia veio quando viajei para Maresias em 2010, conheci uma loja de cookies e fiquei encantada com o que vi. Pensei: “também quero ter uma loja de doces um dia”. Com isso em mente, resolvi comprar material para fazer cupcakes e brownies e comecei a dar para os meus amigos, que gostaram muito (especialmente dos brownies!). Então comecei a vender para amigos, conhecidos e para alunos e clientes na escola de inglês em que dava aula. Além disso, apareceu a oportunidade de participar de eventos organizados pela prefeitura de Santo André. Eu me inscrevi como expositora, passei na seleção e comecei a participar de eventos agendados e feiras de artesanato.

Em termos de criar a empresa e desenvolver as receitas, eu fui bastante autodidata e procurei tudo na internet.

Infelizmente, acabei parando de fazer os doces por um ano e meio e decidi retornar às atividades somente em 2016, quando apareceu a oportunidade de participar de feiras que eu frequentava apenas como visitante. Foi então que voltei a produzir os meus brownies e pedi ajuda para o meu marido, que trabalhava com design, para criar o logotipo.

A questão é que eu estava no processo de me tornar vegana naquela época, só que tinha muita dificuldade em achar bons ingredientes para substituir o ovo e a manteiga.

No entanto, não poderia continuar produzindo algo que não estivesse em consonância com os meus valores. Assim, resolvi entrar em uma busca árdua por ingredientes sem nada de origem animal para utilizar nos meus brownies, com direito a muitas pesquisas online.

Finalmente, consegui acertar a receita e dei para amigos e familiares provarem, sem mencionar inicialmente que os doces eram veganos. O resultado final foi super aprovado e então comecei a produzir encomendas com os brownies agora veganos.

Somente em julho de 2019 criei oficialmente a BrownieriaV, após anos de encomendas para festas, casamentos, aniversários, etc. A procura somente crescia.

5. Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou para criar o seu negócio?

Uma das dificuldades foi desenvolver a receita do brownie vegano que não diferisse em qualidade do brownie “normal”.


Além disso, é muito difícil encontrar produtos que sejam realmente veganos, e não somente não possuam ingredientes de origem animal. Eu consulto sempre a lista do grupo Veg Ajuda, que faz uma pesquisa séria e fala com as marcas para descobrir se realmente são veganas, sem utilizar matérias primas que envolvam testes em animais e outras atividades antiéticas.

Fora isso, muitas matérias primas de cacau envolvem desmatamento e trabalho escravo, por exemplo. Essa questão para mim é muito importante, pois os meus ingredientes devem vir de fontes que estejam alinhadas com o que eu acredito. Temos que acompanhar as marcas da matéria prima utilizada constantemente, pois elas estão sempre mudando de fornecedor.

6. Em particular, você tinha alguma experiência em vendas ou marketing? Quão importante foi essa experiência ou a falta dela na criação da sua empresa?

Na época em que fiz faculdade de Publicidade e Propaganda, não se utilizava as redes sociais para fazer marketing. Mas depois disso aprendi a usá-las para divulgar meus produtos.

7. Como foi o processo de adquirir clientes? Quais principais ferramentas de marketing você utilizou?

Um dos métodos foi utilizar as redes sociais de maneira orgânica - só cheguei a fazer um post patrocinado, mas que não gerou retorno. O melhor método é participar de eventos para mostrar o seu produto e estimular a indicação boca a boca entre a clientela. A minha principal estratégia era oferecer os brownies para degustação, pois muitas pessoas vendiam comida nas feiras e esse era um bom modo de se destacar.

O que funciona bem também é presentear influencers com os meus brownies, para eles avaliarem o produto online, o que gera mais retorno.

8. Olhando para trás, quais você acha que foram os conceitos, habilidades, atitudes e know-how mais críticos que você necessitou para conduzir a sua empresa?

Observar o mercado e o que as pessoas desejam – se perguntar,“o que eu procuro em um produto”? Além disso, também vale a pena observar outras empresas para inspiração.

9. O que lhe dá mais prazer no processo de empreender?

Ver as pessoas comendo o produto e falando que nunca imaginariam que era vegano, além de ter muitos não-veganos como clientes. Às vezes a pessoa não é vegana, mas compra o brownie como presente para um familiar e acaba virando cliente também. Para mim, é muito importante mostrar que é possível fazer doces veganos excelentes, que sejam tão bons quanto os feitos com produtos de origem animal. Precisamos tirar o estigma do produto vegano.

10. Como você enxerga o mercado vegano se desenvolver no futuro?

Vejo uma tendência de crescimento, mas me entristece que muitas empresas têm usado o veganismo apenas como estratégia de marketing, como é o caso de grandes frigoríficos. Eles enxergam o veganismo somente como um pequeno mercado e não pretendem parar de produzir alimentos com carne, que é o carro-chefe para gerar dinheiro para a empresa.


Mas eu vejo o microempreendedorismo crescendo bastante, com a proposta de fazer o veganismo crescer. Os pequenos têm feito a diferença no mercado em geral. O público vegano ou interessado nesse nicho prefere comprar do pequeno, focando em empreendimentos que transmitam a mesma filosofia que pregam.


11. Por último, qual a sua dica para quem quer ser um empreendedor de sucesso?


Gostar do seu produto e acreditar naquilo. Às vezes ouvimos falar que produzir o item X dá dinheiro, o que é um mito do empreendedorismo. É tudo muito relativo. Podemos encontrar 10 empresas vendendo o mesmo produto, mas o que se destaca é como o produto é feito, comercializado, etc.

Além disso, entender sobre o ramo em que deseja atuar ou ter ajuda de quem entende é essencial para não cometer erros básicos. Precisa juntar conhecimento com vontade, pois se a vontade real não estiver lá, você se frustra e desiste do negócio.

Caso queira saber mais sobre a BrownieriaV, seguem abaixo as informações de contato:

Facebook: Brownieria

Instagram: @brownieriav

Por Julia P.D.

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